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A realidade brasileira não colabora para que esses profissionais floresçam e se multipliquem no país, mas existem sim alguns exemplares disponíveis como o triatleta e educador físico Thiago Vinhal (foto), que pratica esportes desde os três anos de idade e se tornou um atleta de alto rendimento aos 18 anos.

Hoje, aos 27, ele treina para competições como Iron Man no Brasil e no exterior. “É preciso muita disciplina e estar sempre disposto a ultrapassar os limites de seu corpo e mente”, declara. Thiago explica que todos que praticam seriamente, especificamente a corrida, estão em busca de uma boa performance, fazem musculação e seguem planilhas de treinos detalhadas, mas isso não chega nem perto do comprometimento do alto desempenho. “Um bom corredor, bem dedicado, chega a fazer uma média de 10 km em 35 minutos.

Abaixo disso, só mesmo os profissionais alcançam pois podem se dedicar aos treinos sem se preocupar com trabalho e outros afazeres diários. Por isso é tão difícil se profissionalizar no Brasil. Precisamos trabalhar para nos sustentar pois não contamos com patrocinadores que invistam nos esportistas e, com isso, não temos tempo suficiente para alcançarmos a excelência”, explica. Vinhal é treinador e encontrou assim uma forma de aliar sua paixão ao trabalho e driblar este problema, mas a busca de patrocínio é uma necessidade para que possa participar de competições e se dedicar totalmente.

Conheça os três pilares básicos Para se tornar um atleta de alto desempenho é preciso seguir à risca os três pilares básicos: treinamento, descanso e alimentação. Parece simples, mas não é assim tão fácil. Treinamento: o segredo é encontrar um bom treinador. A orientação correta faz toda a diferença. Alguém que tenha muita experiência e que seja especializado em alto desempenho. Todo o treinamento precisa ser minuciosamente preparado em curto, médio e longo prazos, em função dos resultados que se quer alcançar.

A pessoa deve treinar alternando aquecimento, corrida, deslocamento, fortalecimento funcional e musculação, não menos que cinco horas por dia, sete dias por semana. “A idade ideal para dar início a este tipo de treinamento é aos 17, 18 anos, pois a exigência física é extrema e se tem tempo para alcançar o máximo do potencial atlético necessário. As metas podem ser os Jogos Olímpicos e Pan-Americanos, mas infelizmente a falta de incentivos faz com que a evasão seja muita alta e não tenhamos esportistas brasileiros suficientes para participar dessas competições”, destaca o triatleta.

Descanso: Com o desgaste excessivo, o descanso se torna mais que essencial e não apenas o sono da noite, mas uma série de atividades especiais para recuperar o corpo deste tipo de atividade. É preciso praticar o descanso ativo e o passivo. Este último, engloba muitas horas de sono com qualidade, massagens, banheiras de gelo para relaxar os músculos, alongamentos e ações dessa natureza.

Já o descanso ativo pode ser realizado com corridas regenerativas em grama, areia, estradas de terra e até mesmo na água. Alimentação: o terceiro e último pilar exige muito cuidado. A contratação de um nutricionista especializado também é recomendada, assim como o uso de suplementos, dosagens certas de proteínas e carboidratos e isotônicos durante os treinos. “Pode parecer estranho, mas o atleta de alto desempenho precisa também treinar sua alimentação.

A vitória está nos detalhes”. Mas é claro que existem diversos outros fatores em um treinamento especializado como vestimenta, locais apropriados e cuidados com a saúde. No caso de Thiago, por exemplo, ele gasta um tênis a cada um mês e meio de treinos, possui um podólogo de confiança e usa produtos adequados para evitar bolhas e lesões. “Ao viver o alto desempenho, aprendi a trabalhar o cansaço, ficar mais forte e superar meus limites. Descobri também quem eu sou, aprendi a sofrer e adquiri uma disciplina nunca antes imaginada.

Fonte: http://www.corremos.com.br/profiles/blogs/como-e-ser-um-atleta-de-alto