Texto extraído de globo.com


Hoje falaremos da respiração diafragmática, importante no nosso dia-a-dia para falar, cantar, para o bom funcionamento dos intestinos, para aumentar a capacidade respiratória e, consequentemente, aumentar a resistência durante a prática de esportes. Na hidroterapia, trabalhamos o tempo todo coordenando a respiração diafragmática com os exercícios. No início, a aprendizagem pode ser difícil, mas vale a pena insistir, pois os ganhos são muitos.

 

Devido à importância da respiração correta para o desenvolvimento motor, psicológico e emocional, ela deveria ser ensinada ainda na escola, no início do primeiro grau. Apesar de a respiração ser importante durante toda a vida, 95% das pessoas não sabem respirar.

 

Quando inspiramos, o diafragma desce, enche como uma bola de aniversário, pressionando o abdômen para fora e massageando os órgãos internos. Quando expiramos, o diafragma sobe e a barriga fica murcha, entrando como se o umbigo fosse colar nas costas. “Ar para dentro barriga para fora, e ar para fora barriga para dentro" (Veja o exemplo na foto acima).

 

Na água, a pressão hidrostática - a mais importante das propriedades físicas da água neste caso - ajuda a empurrar as costelas e o abdômen para dentro, facilitando a saída do ar. Ela também dificulta a inspiração, aumentando a resistência e fortalecendo toda a musculatura envolvida, que precisa trabalhar mais para encher o abdômen e afastar as costelas contra a água.

 

A pressão hidrostática atua como uma meia elástica: quanto maior a pressão no fundo da piscina, menor na superfície da água, exercendo pressão em todo o corpo por igual. Ela aumenta o retorno venoso, diminui a frequência cardíaca, diminui o edema (inchaço), atua como drenagem linfática em todos os gânglios e auxilia na respiração.

 

O domínio da respiração facilita a prática da corrida, aumenta a resistência à fadiga, ajuda na recuperação e no alongamento após o exercício físico.

 

 

Deve-se correr respirando o tempo todo pelo abdômen e não pela parte superior do peito (Veja o exemplo na foto ao lado). Desta maneira, o atleta estará oxigenando o cérebro, protegendo a colun

a e aumentando o condicionamento físico. Esta é a respiração fisiológica, como a dos bebês, e deve ser internalizada.

Uma reeducação respiratória é recomendada para fumantes, ex-fumantes ou asmáticos que já correm ou desejam começar a correr. Ela aumentará o rendimento destes atletas e pode ser feita na água, que é facilitadora, ou na fisioterapia seca, fora da água.

 

Um lembrete importante: não se deve fumar uma hora antes e nem uma hora depois do exercício físico. Esta é a pior hora para fumar, mesmo não tragando, pois os alvéolos estão abertos e ávidos para absorver toda a nicotina.